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Tuesday, 9 April 2013

Coreia do Norte aconselha estrangeiros a deixarem Coreia do Sul

Coreia do Norte aconselha estrangeiros a deixarem Coreia do Sul


A Coreia do Norte aconselhou os estrangeiros residentes na Coreia do Sul a deixarem o país porque estão em perigo em caso de conflito. Esta é a última ameaça dos norte-coreanos, que na semana passada já tinham convidado os embaixadores a deixarem Pyongyang com o mesmo argumento.

"Não pretendemos ferir estrangeiros na Coreia do Sul se houver guerra", informou o Comité para a Paz norte-coreano Ásia-Pacífico, citado pela agência de notícias estatal da Coreia do Norte, KCNA.
Segundo a agência Reuters, poucas embaixadas em Seul aconselharam até agora os seus cidadãos a deixar o país. A embaixada dos Estados Unidos, por diversas vezes ameaçados pelo regime norte-coreano, disse aos seus cidadãos que não há sinais de ameaça iminente.
Ontem, Pyongyang suspendeu as operações no complexo industrial de Kaesong, único elo de ligação entre as duas coreias, ao impedir os cerca de 54 mil trabalhadores norte-coreanos de irem trabalhar. Os autocarros que os transportam habitualmente ficaram nas garagens.
"Os norte-coreanos não vieram hoje trabalhar e a produção está parada na nossa fábrica em Kaesong", disse a porta-voz de uma fábrica de pronto-a-vestir.
No complexo permanecem cerca de 475 sul-coreanos, entre trabalhadores e gestores.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/

Monday, 8 April 2013

FC Porto vence Braga

FC Porto vence Braga

O FC Porto virou o resultado com Braga e mantém-se a quatro pontos do Benfica.

O FC Porto virou hoje um resultado negativo com o Sporting de Braga e venceu os "arsenalistas" 3-1, mantendo-se a quatro pontos do líder Benfica, em jogo que encerrou a 25.ª jornada da Liga de futebol.
Alan, aos 22 minutos, colocou a equipa bracarense em vantagem no Dragão, mas James, aos 37, igualou ainda na primeira parte, para Kelvin, no espaço de três minutos (83 e 86) resolver o jogo a favor dos "azuis e brancos".
Com este triunfo, o FC Porto, campeão nacional em título, voltou aos quatro pontos de desvantagem para o Benfica, comandante com 67 pontos, enquanto o Sporting de Braga falha a aproximação ao Paços de Ferreira, ficando a três pontos do terceiro lugar dos pacenses.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/

Diga 'não' a mais austeridade, recomenda Paul Krugman

Diga 'não' a mais austeridade, recomenda Paul Krugman

Nobel da Economia aconselha portugueses a dizerem "não" a novas medidas de austeridade que o Governo venha a apresentar.
"Digam apenas que não" (Just Say No). Assim deveriam responder os portugueses às novas medidas de austeridade que o Governo venha a apresentar, na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional, defendeu ontem o prémio Nobel da Economia, Paul Krugman.
Num post telegráfico publicado este domingo no seu blogue no "The New York Times", Krugman escreve: "o dedo da instabilidade chegou agora a Portugal, com o Governo, claro está, a propor a cura com mais austeridade".
Muito crítico das políticas de austeridade na Europa, Krugman promete voltar ao tema a que chamou "a próxima fase da crise europeia".


Fonte: http://expresso.sapo.pt/

Morreu a 'Dama de Ferro'

Morreu a 'Dama de Ferro'


Antiga primeira-ministra britânica morreu esta manhã, anunciou o seu porta-voz. Margaret Thatcher, de 87 anos, foi vítima de uma trombos
Margaret Thatcher morreu esta manhã, anunciou o seu porta-voz, Lord Bell. "É com grande consternação que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz esta manhã", afirmou Lord Bell.
A primeira e única mulher a chefiar o Governo britânico, doente há anos, sucumbiu a uma trombose. Tinha 87 anos. A Rainha Isabel II e o primeiro-ministro David Cameron já lamentaram o seu falecimento.
Primeira-ministra entre 1979 e 1990, a conservadora Thatcher transformou o país. Se os admiradores a elogiam por ter colocado o Reino Unido entre as maiores potências económicas e políticas do mundo, os detratores dizem que atentou contra os direitos dos mais desfavorescidos e acusam-na de insensibilidade social.
Margaret Hilda Roberts nasceu em 1925, no Lincolnshire. Filha de um merceeiro, pastor metodista e autarca, formou-se em Química. Já na faculdade, em Oxford, tinha atividade política, tendo-se interessado muito pelos escritos do economista Friedrich Hayek, ídolo dos conservadores. Foi presidente da Associação de Estudantes Conservadores.
Eleita deputada em 1959, foi secretária de Estado da Educação no Governo conservador de Edward Heath (1970-74), a quem arrebatou a liderança dos tories (nome por que são conhecidos os conservadores) em 1975, após uma derrota nas legislativas.

Três vitórias nas urnas


Thatcher venceu as eleições gerais de 1979, tornando-se a primeira chefe do Governo. Haveria de ganhar de novo em 1983 e 1987, um inédito no país. A sua governação - a mais longa de qualquer primeiro-ministro do país - caracterizou-se pelo esforço para retirar o Estado da economia - quer na indústria quer nos serviços públicos - e reduziu enormemente o poder dos sindicatos, que muito influenciavam o Governo trabalhista que a antecedera. Depressa ganhou a alcunha "Dama de Ferro".
Thatcher foi, a par do então Presidente dos EUA, Ronald Reagan, um ícone do capitalismo. Os dois e o Papa João Paulo II tiveram um papel político relevante na queda do comunismo, no fim da década de 1980. Outro traço da sua identidade foi o euroceticismo. Membro da União Europeia desde 1973, o Reino Unido mantém-se fora de várias das disposições comunitárias e, sobretudo, e como sempre defendeu Thatcher, da moeda única.
Um dos momentos mais difíceis de Margaret Thatcher no poder foi a Guerra das Malvinas - ou Falklands, como lhes chamam os ingleses. Quando os argentinos invadiram este arquipélago do Atlântico Sul, dominado por Londres desde o século XIX, a primeira-ministra liderou um conflito armado que haveria de vencer.

Mineiros e Bobby Sands 


Outros momentos duros foram a greve dos mineiros, em 1984-85, que durou quase um ano, e a morte de Bobby Sands, membro do Exército de Libertação Irlandês (movimento terrorista que queria unir a Irlanda do Norte, britânica, com a República da Irlanda). Sands morreu em consequência da greve da fome que fez na prisão, tendo a governante rejeitado todos os pedidos de clemência.
Em 1990, o tom das críticas internas no Partido Conservador cresceu. Com sondagens e resultados eleitorais pouco abonatórios, os adversários internos afirmavam que Margaret estava a prejudicar o partido, após 11 anos no poder. Vários membros do Governo demitiram-se. Para evitar uma "guerra civil" entre tories, Thatcher demitiu-se. Sucedeu-lhe John Major, que venceu as legislativas seguintes. Pouco depois, a rainha fê-la baronesa.
Depois de deixar o poder, Margaret Thatcher continuou a intervir politicamente, enquanto se fazia consultora de várias grandes empresas. Em 1998 saiu em defesa do ditador chileno Augusto Pinochet, preso em Londres (onde recebia tratamentos médicos) por ordem do juiz espanhol Baltasar Garzón, que o acusara de crimes contra a Humanidade. Pinochet apoiara Thatcher na Guerra das Malvinas.

Os últimos anos 


Em 2002, a 'Dama de Ferro' sofreu pequenos acidentes vasculares-cerebrais e foi aconselhada a não falar em público. No ano seguinte enviuvou, perdendo Dennis Thatcher, o seu marido, conselheiro e pilar de apoio. Voltou a aparecer em público no funeral de Ronald Reagan e em homenagens às vítimas do 11 de setembro.
Em 2010, ano em que o seu partido voltou ao poder após os 13 anos dos trabalhistas Tony Blair e Gordon Brown, Margaret Thatcher visitou o novo primeiro-ministro, David Cameron, na residência oficial do n.º 10 de Downing Street.
A partir desse ano, circularam informações sobre o agravamento da sua saúde e rumores de senilidade e perda de memória, ilustrados no filme de 2011 "A Dama de Ferro, que valeu a Meryl Streep um óscar de melhor atriz. No passado mês de dezembro, já muito debilitada, foi operada a um tumor na bexiga. 


Fonte: http://expresso.sapo.pt/

Sunday, 7 April 2013

Novo resgate mais perto

Novo resgate mais perto


O Governo esteve hoje reunido para encontrar soluções para a saída da crise. Cenários que podem ser dramáticos.
O Governo vai anunciar dentro de minutos o que ficou decidido na reunião extraordinária do Conselho de Ministros, onde, ao que o Expressso apurou, estiveram em cima da mesa vários cenários e possibilidades para enfrentar o 'chumbo' pesado de normas do Orçamento de Estado. 
Entre eles, encontram-se cenários e possibilidades da maior delicadeza e que se podem afigurar como verdadeiramente dramáticos, como sejam o recurso de Portugal a um segundo resgate internacional. Ou ainda o congelar por Bruxelas da decisão de alargar as maturidades dos empréstimos contraídos por Portugal à troika.
Em relação ao primeiro ponto, fontes da maioria disseram ao Expresso que perante o chumbo das normas do OE, que ascende a um valor entre os 1080 e os 1350 milhões de euros (reposição do subsídio cortado aos funcionários públicos e pensionistas, reposição dos cortes no subsídio de desemprego), coloca-se em cima da mesa a questão da possível necessidade de um segundo resgate financeiro internacional.
Isto porque as metas orçamentais previstas (e que já tinham sido revistas) apontavam para um défice de 5,5 por cento do PIB este ano. Como o Governo não tem grande margem para subir impostos e impor nova austeridade aos portugueses (asfixiando ainda mais a economia), por um lado, e tem revelado dificuldade em cortar na despesa do Estado (aliás, as quatro medidas chumbadas pelo TC na sexta são todas de corte de despesa e nenhuma de aumento da carga fiscal) a solução afigura-se muito difícil de conseguir.
Além do mais, nas próximas duas semanas serão conhecidos os números da execução orçamental do primeiro trimestre e no verão serão conhecidos os dados da execução orçamental do primeiro semestre de 2013. Duas datas que podem confirmar nova derrapagem dos números económicos e financeiros do país (à semelhança do que tem acontecido nos últimos dados de execução orçamental, aliás).
Ainda na última semana nos debates parlamentares (moção de censura, primeiro, e debate quinzenal, depois) o Governo tinha falado no risco de novo resgate internacional, depois dos 78 mil milhões de euros pedidos à troika em 2011, mas no caso de uma crise política em Portugal. A verdade é que o chumbo do TC pode ajudar a precipitar as coisas e a piorar o que já se afigurava mau. "O dinheiro não chega", ouviu o Expresso a uma fonte da maioria.
Para reforçar esta ideia, é bom não esquecer que a sétima avaliação trimestral da troika ao cumprimento do memorando ainda não está formalmente incluída, faltando a apresentação de um plano de cortes de despesa no Estado. Plano que fica agora muito mais dificultado.
Isto é, será mais dificil Portugal ter dinheiro para fazer face aos seus compromissos se os cheques da troika que ainda restam não chegarem. 

Maturidades adiadas?


Por outro lado, em relação ao segundo ponto, Bruxelas já manifestou forte preocupação em relação à instabilidade política em Portugal, reconhecendo que essa situação pode levar ao adiamento ou mesmo congelamento da aprovação do alargamento das maturidades dos empréstimos pedidos à troika.
Fontes governamentais contactadas pelo Expresso afirmam que o chumbo do TC pode ter como consequência imediata a inviabilização do alargamento dos prazos. Alargamento esse que iria permitir que o prazo de pagamento de vários dos empréstimos contraídos fosse diluído no tempo, evitando por exemplo sobrecarregar os pagamentos de dívida previstos para os anos mais próximos (como 2015 e 2016).
Na edição impressa deste sábado, o Expresso afirmou, com recurso a várias fontes comunitárias, que a troika já tinha pronta uma proposta técnica que possibilitava o alargamento dos prazos de vencimento de vários dos empréstimos contraídos em sete anos. Mas que a aprovação pelo Eurogrupo não deveria acontecer na próxima semana. Várias fontes apontaram que enquanto alguns países não estão satisfeitos com a solução encontrada outros defendem que "se deve deixar a decisão final refém da evolução da situação política portuguesa".
Uma fonte europeia reconheceu que "se chegarmos a um quadro de grande instabilidade, a questão (do alargamento dos prazos) pode nem chegar a ser colocada" nas próximas reuniões europeias. A moção de censura, a demissão de Miguel Relvas, o clima de crise política e a decisão do Tribunal Constitucional são tudo notícias que têm tido larga repercussão internacional nos últimos dias.

Remodelação alargada

Outro ponto em cima da mesa da reunião é a componente política do Governo. Neste caso, apurou o Expresso, há quem defenda que perante o novo cenário colocado pelo chumbo do Tribunal Constitucional, a remodelação não deve nesta altura limitar-se à substituição de Miguel Relvas, que pediu a demissão na quinta-feira, mas ser mais profunda.
Fontes ouvidas pelo Expresso dizem mesmo ser a hora de "chamar socialistas" ao Governo de Passos Coelho, Paulo Portas e Vítor Gaspar.
Sendo certo que António José Seguro já deixou claro que não aceita fazer parte de qualquer solução governativa sem que primeiro sejam ouvidos os portugueses em eleições legislativas antecipadas.

Fonte: http://expresso.sapo.pt

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