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Monday, 2 September 2013

Divergências de interpretação dos regulamentos entre a direção de prova e colégio de comissários, impede classificação de Rómulo Branco na Baja da Polónia

 Divergências de interpretação dos regulamentos entre a direção de prova e colégio de comissários, impede classificação de Rómulo Branco na Baja da Polónia
Título mundial será discutido em Portalegre
Apesar de ter cumprido hoje a derradeira etapa da Baja da Polónia, a dupla Rómulo Branco/João Serôdio acabou por não ser incluída na classificação final desta sexta etapa da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno. Os problemas que desde o prólogo afetaram o Mitsubishi Pajero do piloto luso angolano, obrigaram a equipa a fazer uma corrida de sobrevivência tendo como um único objetivo o de terminar a prova e arrecadar preciosos pontos para a luta pelo título mundial na Categoria T2. A equipa cumpriu à risca o estipulado no regulamento da prova, situação que foi aferindo com a direção da corrida, tendo particularmente em conta algumas dúvidas que aquele levantava.
Todavia, quando já estava em curso a derradeira etapa, o colégio de comissários desportivos alegou ter uma interpretação diversa do mesmo regulamento e a equipa inscrita pela Ralliart Itália acabou por ficar de fora da classificação em, virtude de alegadamente ter excedido o tempo máximo na etapa de ontem.
“Estou naturalmente muito desapontado. Tivemos um grande infortúnio no prólogo, mas não baixámos os braços e lutámos muito por minimizar o prejuízo. Para orientar a nossa corrida, face aos problemas mecânicos que nos estavam a afetar e porque tínhamos algumas dúvidas a respeito do regulamento, fomos junto da direção da prova que nos esclareceu. Fizémos tudo conforme a direção nos indicou e por isso, foi com naturalidade que vimos o nosso nome na ordem de partida para a etapa de hoje. Uma etapa que cumprimos com as devidas cautelas. Parámos a meio do troço para aferir o nível de óleo do motor e com o nosso Mitsubishi em versão atmosférica rolámos cautelosamente até ao fim”, salientou Rómulo Branco que acrescentou:“Esta decisão do colégio de comissários é muito penalizadora para nós e até bastante injusta. A juntar a tudo isto surge ainda a anulação do Rali dos Faraós onde poderíamos recuperar os pontos aqui perdidos. Assim a decisão final terá lugar em Portalegre onde acreditamos poder ainda inverter esta situação”.
Na classificação geral houve um volte face que proporcionou a vitória à dupla russa Zheludov/Rudnicki em Toyota Hilux Overdrive, depois de problemas com o Mini All 4 Racing da equipa X-Raid pilotado por Krzysztof Hołowczyc que não foi além da 10ª posição final, pelo que também em termos absolutos o título mundial será discutido em Portalegre. A segunda posição foi para a dupla polaca dos ex-motards Dabrowski/Czachor, também em Toyota Hilux Overdrive, que terminaram a 7m23s dos vencedores.
Entre os T2 a vitória foi para Marcos Moraes, companheiro de equipa de Rómulo Branco, aos comandos de um Mitsubishi Pajero. O piloto brasileiro ganhou com uma vantagem de 34m08s sobre o russo Baranenko, em Toyota Land Cruiser, piloto que recuperou a liderança na Taça do Mundo, tendo agora uma vantagem 14 pontos sobre o piloto luso angolano.

Sunday, 1 September 2013

Portugal desce para quinto no 'top' do desemprego

Portugal desce para quinto no 'top' do desemprego O país deixou de ser o terceiro da União Europeia com uma taxa de desemprego mais elevada. Lusa 10:04 Sexta feira, 30 de agosto de 2013 João Carlos Santos A taxa de desemprego é de 16,5% 30 505 1100 TEXTO A A Imprimir Enviar A taxa de desemprego em Portugal desceu em julho, pelo terceiro mês consecutivo, para os 16,5%, de acordo com dados hoje divulgados pelo Eurostat, que reviu em baixa os valores dos últimos meses. Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, que reviu em baixa de 0,7 pontos percentuais a taxa de desemprego verificada em Portugal em junho - dos divulgados 17,4% para 16,7% -, no mês passado verificou-se novo recuo, de 0,2 pontos, para os 16,5%, tendo Portugal deixado de ser o terceiro país da UE com uma taxa mais elevada, e passado a ser o quinto. O Eurostat justifica as revisões, sobretudo as mais significativas, como no caso de Portugal, com a inclusão no processo de cálculo da taxa de desemprego dos dados mais recentes do estudo da UE sobre a força de trabalho, com base no qual calcula a taxa de desemprego, resultado do número de pessoas desempregadas enquanto percentagem da força de trabalho. Segundo os novos valores do Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal afinal não foi então tão elevada nos últimos meses: em abril foi de 17,3% (contra os 17,8% anteriormente divulgados), caiu para os 17% em maio (antes o valor era de 17,6%), para os 16,7% em junho, e para os 16,5% em julho, mantendo-se a tendência de descida desde abril deste ano. Grécia, Espanha, Chipre e Croácia com as maiores taxas À luz destes "novos" dados, Portugal deixou de ser o terceiro país da UE com uma taxa de desemprego mais elevada, como se verificara ao longo dos últimos meses, mas sim o quinto - atrás de Grécia (27,6%), Espanha (26,3%), Chipre (17,3%) e Croácia (16,7) -, e apresenta agora uma taxa apenas meio ponto percentual acima daquela verificada um ano antes, em julho de 2012 (16,0%). No entanto, Portugal continua bastante acima da média europeia, já que, em julho, a taxa de desemprego foi de 12,1% na zona euro e de 11,0% no conjunto da União Europeia, valores idênticos aos do mês anterior. Em termos de desemprego jovem (cidadãos com menos de 25 anos), para a qual o Eurostat também reviu em baixa os dados dos últimos meses referentes a Portugal, registou-se um recuo de um ponto percentual, com a taxa a "cair" dos 38,4% em junho para os 37,4% em julho Ler mais: http://expresso.sapo.pt

Foi um ataque químico com gás sarin

Foi um ataque químico com gás sarin", diz ex-inspetor das Nações Unidas Em entrevista ao Expresso, o antigo inspector-chefe da ONU David Kay explica que a tecnologia permitiu que as primeiras informações da investigação ao ataque químico na Síria fossem enviadas "na hora" e a "partir do local". Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA 9:18 Sábado, 31 de agosto de 2013 AFP/Getty Images "A Síria tem um dos maiores arsenais químicos do mundo, totalmente 'Made in Russia'", afirma David Kay 6 88 215 TEXTO A A Imprimir Enviar David Kay foi o inspector das Nações Unidas que liderou a investigação no Iraque. Posteriormente, numa outra missão patrocinada pela CIA e pelo Pentágono, entre 2003 e 2004, já depois da invasão deste país do Médio Oriente, Kay desmentiu a existência das armas de destruição massiva e foi afastado. Em entrevista exclusiva ao Expresso, no âmbito de um trabalho publicado esta semana, na edição impressa, sobre a resposta militar americana ao alegado ataque químico na Síria, conta como se processa uma investigação no terreno. Os investigadores da ONU que estão na Síria vão à procura do quê? Eles começaram por procurar restos de bombas e "rockets". Entrevistaram testemunhas, recolheram amostras do solo e de edifícios, como pedaços de portas e janelas. Tudo de forma sistemática e com recurso à tecnologia de hoje, que facilita o trabalho. Nada pode ser negligenciado, até o chão das urgências é analisado e conduzem-se autópsias aos corpos das vítimas, uma tarefa nada simpática. Nas entrevistas com os médicos vamos à procura das reacções dos pacientes. Há risco das provas terem sido destruídas? Não é a situação ideal, visto que existiram bombardeamentos posteriores, mas sabemos, perfeitamente, o processo de decomposição do gás sarin, por isso é uma questão de verificar se esse material existe. Se sim, é caso para dizer que existiu ataque com gás sarin. Já há conclusões? Sim. Mas as mais rigorosas são levadas a cabo em laboratório, um processo que demora entre cinco a sete dias. Os inspectores já sabem o que se passou? Sim. Foi um ataque químico com gás sarin. Recordo que a Síria tem um dos maiores arsenais químicos do mundo, totalmente "Made in Russia", que foi comprado em reacção ao programa nuclear israelita. Um arsenal esmagadoramente composto por gás sarin. Os serviços secretos americanos garantem que há pedaços de explosivos de grandes dimensões no local. Isso é uma excelente notícia, pois facilita a recolha de provas. Se calhar usaram gás a mais e explosivos a menos. Que tipo de acesso existe nestas situações? (Risos) A situação é muito difícil pois ainda existem combates e as áreas estão controladas por grupos diferentes, cada um com atitudes e comportamentos diferentes. É muito desgastante, nem queira imaginar. Imagina um ataque americano com os investigadores da ONU ainda na Síria? As informações publicadas na imprensa americana sobre um ataque durante a semana foram irresponsáveis, porque quem está no terreno, com ameaças locais permanentes ainda tem de lidar com a pressão das notícias sobre uma ofensiva a qualquer altura. No Iraque fomos retirados dois dias antes do ataque em 2003. Recordo-me que quando chegávamos a Bagdade havia sempre alívio por parte dos generais iraquianos, pois sabiam que enquanto estivéssemos por lá não haveria nenhum ataque. Que tipos de pressões existem? No Iraque colocavam pelotões de fuzilamento a disparar às três da manhã para nos intimidar. Numa outra ocasião, depois de obtermos documentos importantes em Bagdade, quando o nosso avião se preparava para levantar voo, os militares iraquianos colocaram um camião de combustível no meio da pista. Valeu-nos a perícia do piloto. Foi por um triz. Houve um dia em que andaram à minha procura para me deter e acabaram por agredir um jornalista da CNN, julgando que era eu. Ele tinha a mesma altura, daí a confusão. Falou do papel da tecnologia. Que tipo de ferramentas existem hoje que tornam o trabalho mais fácil e as conclusões mais rápidas de obter? Hoje toda a gente tem telefones com câmara e que revelam as coordenadas geográficas. No Iraque, só ao fim da terceira inspecção é que levámos câmara digital. Eram muito caras (11 mil euros), pesadas e tinham menos definição do que um iPhone. Os "kits" de análise química pareciam tijolos. Pesados e menos eficazes, com baterias que se esgotavam ao fim de algumas horas. Hoje esses "kits" cabem no bolso das calças e permitem análise local e envio imediato de dados. Recolhemos sempre três amostras, uma para ser analisada na altura, outra para ser vista em laboratório e uma terceira que serve de tira-teimas caso existam incongruências entre as duas primeiras amostras. Todo as amostras são colocadas em pequenos tubos de vidro, identificados com um rótulo. Uma dificuldade que os meus colegas têm, e que eu não tive, é que não existe um laboratório disponível na Síria. Em Bagdade tínhamos um. O material será levado para um laboratório europeu ou irá directamente para Nova Iorque.

Telemóvel de pulso

Tecnologia Telemóvel de pulso Depois da guerra dos smartphones e dos tablets, a Samsung e a Apple vão entrar noutro campo de batalha: o dos relógios inteligentes

Sporting e Benfica empataram a um golo

Da Colômbia veio o golo, e da Sérvia uma revolução Artigo Vídeos Fotos Por Miguel Henriques Sporting e Benfica empataram a um golo num dérbi que se disputou no Estádio de Alvalade, referente à 3ª jornada da Primeira Liga. Pontos positivos (Em jogo) Freddy Montero: Após três jornadas, muitos adeptos do Sporting já quase não se lembram de um tal de Wolfswinkel, e a culpa é do avançado colombiano. Se nas duas primeiras jornadas já tinha mostrado valor, este sábado confirmou-o num jogo dito ‘mais a sério’. Não só pelo golo que marcou, independentemente da posição irregular, mas muito pela forma como segurou a bola e combinou com os seus colegas. Cinco golos em três jogos é um registo notável para um jogador que só chegou esta época ao futebol português. Markovic: Se o sérvio aos 19 anos já joga o que joga, faça um exercício de futurologia e imagine-o como será este jogador quando atingir a sua plena maturidade. Há claramente um antes e um depois de Markovic no dérbi. Ressuscitou o Benfica no jogo com Gil Vicente e este sábado mostrou para o que veio. Entrou na partida e fez uma jogada digna dos predestinados do futebol, valeu Rui Patrício. Depois repetiu a dose, colou a bola ao pé, acelerou, e só parou quando viu a bola entrar sorrateiramente na baliza leonina. Só não se percebe porque é que começou a partida no banco de suplentes. (Fora de jogo) Que bonito é o futebol: O Estádio de Alvalade regressou aos seus tempos áureos (46,109 espectadores). O que se viu este sábado foi uma romaria de adeptos verdes-e-brancos a caminho do dérbi de sorriso estampado no rosto. A festa do futebol fez-se primeiro cá fora nas horas que antecederam o jogo, e depois lá dentro durante os 90 minutos que durou o encontro. As claques leoninas, agora juntas no topo sul, dão outro encanto ao futebol. Coreografias, cânticos, saltos e mais saltos, um ambiente de arrepiar em certos momentos. Os dérbis vivem não só do que se passa dentro de campo, mas também fora dele. Pontos negativos: (Fora de jogo) O reverso da festa: O futebol continua a ter caso “pontuais” que mancham o espetáculo e afastam muitos daqueles que gostariam de trazer os seus ao estádio. Este sábado quatro adeptos foram detidos pela Polícia de Segurança Pública por tentativas de agressão a agentes e insultos. Sonha-se com o dia em que um dérbi decorra sem nenhum episódio destes a registar. (Em jogo) Uma águia de asas débeis: O Benfica está longe de apresentar o futebol que encantou os adeptos durante grande parte da temporada passada. Isso é inegável. Mas o que mais salta à vista é o momento por que atravessam os defesas laterais encarnados. Maxi Pereira é uma sombra do que já foi ao serviço do Benfica. Atravessa um período negro que se estendeu ao jogo com o Sporting. É notória a sua falta de confiança na forma como aborda os lances, e isso reflete-se em algumas entradas fora de tempo na forma como defende, e ainda na falta de velocidade quando apoia o ataque. Já Bruno Cortez segue sem convencer no lado esquerdo do Benfica. Continua a acumular erros de posicionamento defensivo, e quando teve que se haver com Capel na segunda parte foi por demais evidente a sua fragilidade. As tardias substituições de Jardim: Depois de uma primeira parte irrepreensível, o Sporting que apareceu na etapa complementar não parecia o mesmo que tinha ido para o intervalo. Não por demérito dos jovens leões, mas por mérito do Benfica que melhorou com as alterações forçadas que Jorge Jesus se viu obrigado a fazer. Ruben Amorim (42’) ajudou a segurar o meio-campo, Cardozo (49’) acrescentou centímetros à frente de ataque, e Markovic (45’) foi um verdadeiro “revolucionário”. E com tudo isto a acontecer, Leonardo Jardim demorou a ler o jogo. O Benfica foi galgando terreno e passou a estar literalmente em cima do Sporting. O técnico leonino acabou por perceber a necessidade de fazer algo. Fez entrar primeiro Dier (62’) para defesa central, ganhando um ‘tanque de combate’ para os duelos aéreos, e o irrequieto Capel (74’) para as alas de modo a obrigar os laterais encarnados a manterem-se bem mais atentos. A verdade é que nessa altura já o Benfica tinha empatado o jogo. Ficou a pensar-se, o que teria acontecido se a reação de Jardim fosse mais lesta, em resposta às substituições do seu adversário.

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