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Monday, 6 October 2014

Dilma Rousseff vence eleição, mas não evita 2ª volta com Aécio Neves

Dilma RousseffA sucessora de Lula da Silva, Dima Rousseff, voltou a conseguir vencer a primeira volta das Presidenciais, repetindo o feito de 2010, ao recolher 41% dos votos.
Aécio Neves, o homem do Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB) que até há poucos dias era o terceiro colocado nas sondagens, acabou por ser a surpresa da noite, ao recolher 33% dos votos, ultrapassando Marina Silva do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e favorita a ir uma segunda volta com Dilma.
A Presidente disse no seu discurso de vitória que entendeu "o recado das ruas e das urnas" e atacou o PSDB de Neves pelas ações que tomou nos governos de Fernando Henrique Cardoso. Aécio, por seu turno, aproveitou o seu discurso para deixar uma palavra de homenagem a Eduardo Campos, candidato inicial do PSB à eleição, morto num acidente de avião em agosto. Disse ainda que esta é a hora de unir forças entre todos os que querem "mudança".
O namoro com o PSB parece ser recíproco. Marina Silva, a grande derrotada da noite, não clarificou quem irá apoiar na segunda volta, mas deu a entender que não apoiará o PT: "O Brasil votou em grande parte contra tudo aquilo que identifica como errado no atual governo". É que apesar de vencedor, os 41% do PT são o valor mais baixo do partido nos últimos 12 anos.
A segunda volta realiza-se a 26 de outubro, onde se defrontarão o PT de Roussef e o PSDB de Neves, os dois únicos partidos a elegerem presidentes no Brasil no pós-ditadura


Saturday, 4 October 2014

Herói do título Mundial há 24 anos. Hoje limpa casas-de-banho

Herói do título Mundial há 24 anos. Hoje limpa casas-de-banhoAndreas Brehme é um símbolo futebolístico da Alemanha. Campeão mundial em 1990 na prova disputada em Itália, foi dele o golo que derrotou 1-0 a Argentina na final (e assim garantiu o tricampeonato aos alemãs), com um penálti que deixou Maradona raivoso e em lágrimas. Agora está a passar pela pior fase da sua vida.
Segundo o Deutsche Welle, uma dívida de 200 mil euros deixou o antigo jogador à beira da bancarrota e prestes a ficar sem casa.
Com 53 anos, Brehme trabalha neste momento como empregado de limpeza.
Franz Beckenbauer, o treinador da selecção campeã em 1990, foi buscá-lo com a ajuda de outro ex-jogador, Oliver Straube, que lhe ofereceu um emprego, lembrando que pode ter um fim educativo.
O defesa alemão, que com os tempos foi avançado no terreno mas sempre do lado esquerdo, começou a carreira em 1981 no Kaiserslautern, antes de ganhar fama com o salto para o Bayern Munique e, dois anos depois, para o Inter de Milão – onde formou uma tripla alemã terrível com Lothar Matthäus e Jürgen Klinsmann. Foi sempre campeão por onde passou e, com o Inter, venceu uma Taça UEFA em 1991.
Foi com a camisola da Alemanha que atingiu o ponto mais alto da carreira. Ao sagrar-se campeão do mundo.

Friday, 3 October 2014

Olha, quem voltou! Revolução devolve Carvalho, Tiago, Danny e Quaresma à selecção

Fernando Santos anunciou, esta sexta-feira, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, a lista de convocados para os jogos coma França, a 11 de Outubro, e a Dinamarca, a 14. O desafio de Copenhaga conta para a fase de qualificação para o Europeu de 2016.

Além das estreias de José Fonte, Ivo Pinto e João Mário, ressalta à vista os regressos de jogadores como Ricardo Carvalho, Danny e Tiago, há muito afastados das convocatórias da equipa das quinas, e ainda de Ricardo Quaresma.

Cédric, Adrien Silva, Antunes e Eliseu merecem igualmente referência. 

Raul Meireles, Miguel Veloso, Ricardo Costa, João Pereira, Eduardo e Hugo Almeida são, por outro lado, ausências de "peso". Isto em comparação com convocatórias anteriores.

Convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício, Anthony Lopes e Beto;
Defesas: Bruno Alves, Cédric, Eliseu, Fábio Coentrão, Ivo Pinto, José Fonte, Pepe, Ricardo Carvalho e Antunes;
Médios: Adrien, André Gomes, João Moutinho, João Mário, Tiago e William Carvalho;
Avançados: Vieirinha, Cristiano Ronaldo, Danny, Éder, Nani e Ricardo Quaresma.

Marinho Pinto. "Salário de 4.800 euros não permite padrões de vida muito elevados em Lisboa"

Os deputados recebem pouco e não devem ganhar menos que os dez salários mínimos do bastonário da Ordem dos Advogados, 4.800 euros líquidos, que ainda assim "não permitem ter padrões de vida muito elevados em Lisboa", afirma Marinho Pinto, o eurodeputado que quer tornar-se deputado em Portugal. 

Em entrevista à Renascença, diz ser um homem de esquerda, mas considera que essas distinções não existem hoje em Portugal. 

Marinho denuncia que o Movimento Partido da Terra (MPT), pelo qual foi eleito eurodeputado, está ao serviço dos seus dirigentes e não tem a dimensão nacional de que precisa para concretizar as suas ideias. E diz ser "díficil" fazer "entendimentos políticos" com António Costa, responsável por um "tumulto no PS".

Quanto é que os deputados portugueses devem ganhar? Actualmente, o salário é de 3.515 euros brutos. 
Isso deve ser objecto de uma discussão do país. Mas devem ganhar o suficiente. Em Portugal ganham pouco, é quase cinco vezes menos que um deputado europeu. 

É um salário digno? 
Não. Baixo. Se é esse o ordenado. 

3.515 euros brutos, incluindo despesas de representação. 
Então não é digno. Digo-o perfeitamente. Assim como digo que aquele salário de 18 mil euros [dos eurodeputados] é obsceno, este é indigno. 

Está indexado ao salário do Presidente da República. Mas não são só os deputados. Os órgãos de soberania em Portugal são mal remunerados, a começar no Presidente da República e a acabar nos juízes. Deveria haver essa cautela. E não há porque muitos políticos encontram formas, por vezes ilícitas, de suprirem essa deficiência. 

Um deputado não deve ganhar menos que um bastonário? 
Por exemplo, acho que sim. 

O senhor ganhava dez salários mínimos. 
Não sei. Recebia líquido 4.800 euros por mês. 

Acha que é um salário digno para a função de um bastonário? 
Para quem vivia em Lisboa, sim. Acho que não permite grandes coisas. Não permite ter padrões de vida muito elevados em Lisboa, fora de casa, quando deixa de exercer a profissão. Eu ganhava mais quando exercia a profissão, bem mais. Mostrei documentos na campanha eleitoral. As minhas declarações de IRS eram muito superiores quando era um simples advogado e jornalista. 

Um deputado deve ganhar mais que um bastonário da Ordem dos Advogados? 
Não me compete a estar a dizer isto aqui. Não é uma entrevista numa estação de rádio que devo fixar os ordenados dos políticos. O que lhe digo é que o Parlamento português tem que encontrar rapidamente uma remuneração condigna para a função de legislador. Tem que tomar também outras atitudes. Tem que fazer exigências aos deputados. Não se pode ser advogado e deputado ao mesmo tempo. Não se pode utilizar o Parlamento para tráficos de influências. 

Se for eleito, será um deputado em exclusividade? 
Como sou agora. Suspendi a minha inscrição na ordem porque sempre defendi que um deputado, seja no Parlamento Europeu ou na Assembleia da República, não deve exercer a advocacia. 

Se o povo lhe der o voto nas legislativas, ficará os quatro anos? 
Está a pedir-me que vire profeta. 

Há seis meses ninguém pensava que o senhor poderia colocar esta questão. 
Pois não. Fui o primeiro a suspender o mandato? Antes de mim, centenas de políticos interromperam o mandato e parece que só se preocupam comigo. 

O senhor é que falou na questão. 
Por ter anunciado com toda a transparência que ia pedir um novo mandato em vez daquele. Havia lá uma deputada que estava para ir para a Comissão Europeia e ninguém se importou que ao fim de 20 dias deixasse aquilo para que foi eleita e fosse para um cargo de nomeação. Eu vou para um cargo de eleição e submeto-me ao eleitorado. Se o eleitorado achar que eu sou mais útil em Bruxelas, deixa-me estar e não me elege aqui. Se achar que eu sou mais útil cá, elege-me cá. Acha que há coisas mais transparente que isto? 

Ficará no Parlamento Europeu se não for eleito? 
Sempre disse isso. 

O que é que falhou na ligação com o Movimento Partido da Terra? 
Não quero revelar publicamente as causas de uma separação. Sou advogado e sempre aconselhei os meus clientes que se divorciavam. Concluí que, por factos que não quero revelar publicamente a não ser que seja obrigado, não é possível realizar no MPT o projecto político que o país precisa para resolver os problemas nacionais. 

Não é uma divergência ideológica. 
É metodológica. Um partido deve estar ao serviço do povo e do interesse nacional e não dos seus dirigentes. 

Achava que deveria mandar tendo em conta o seu peso eleitoral? 
O mandar era mandarem todos. Pôr o partido ao serviço do povo português e dos seus militantes. A comissão política do MPT são cinco pessoas, todas aqui de Lisboa. Não há um dirigente do Porto, do Algarve ou da Madeira. São todos aqui de Lisboa, à volta da Assembleia Municipal de Lisboa. 

Era isso que teria de mudar? 
Claro. O partido tinha que ser nacional. Tinha que ser aberto aos militantes de todo o país e às necessidades de mudança política em Portugal e não um partido fechado para cinco pessoas. 

Li que ia existir um processo eleitoral interno no MPT. O senhor podia concorrer, em lista, com um conjunto de apoiantes. 
Quando? 

Dentro do MPT. 
Sim, se visse que o partido era viável. Concluí que não é. Até posso estar errado. Não é absolutamente viável. O MPT nunca será um partido nacional. É preciso ser nacional para resolver problemas nacionais, aberto à sociedade e à pluralidade portuguesa. Lisboa não é o mesmo que Trás-os-Montes. O Minho não é o mesmo que os Açores. É preciso ter o contributo de todos e não ser fechado num núcleo. 

O novo partido será isso? 
Tentaremos que seja. O que os homens fazem nunca será perfeito. Tentaremos que evite os erros mais escandalosos que temos criticado nos outros. 

A base será a mesma? Liberdade, justiça e solidariedade? 
Estamos a discutir a declaração de princípios. Vai ser apresentada brevemente, está particamente redigida. Para mim, esses três elementos são os valores matriciais da República. Eu defendo que em política devemos dar um novo conteúdo àquela célebre frase de Margaret Thatcher, nos anos 80: "Back to basics". Voltar às bases da República e do republicanismo. 

O senhor a citar Margaret Thatcher [na verdade, foi o conservador John Major, sucessor de Thatcher, o autor da frase]? 
Não estou a citar. Estou a dizer que ela proferiu uma frase que podemos utilizar com um conteúdo progressista e não o reaccionário que ela lhe deu. 

O senhor considera-se um homem de esquerda. 
Sim. 

Será um partido de esquerda? 
Não, não estou preocupado com isso. A geometria política tradicional está, completamente, subvertida. O que é de esquerda ou de direita não faz qualquer sentido em Portugal. Vemos na esquerda atitudes que são de direita e observamos na direita posições que são mais próximas até da esquerda. Os nossos valores são a defesa da liberdade, combater o medo. Em Portugal não há liberdade. 

Wednesday, 1 October 2014

Mais de 40 taxistas detidos desde o início do ano

A Polícia de Segurança Pública deteve 42 taxistas pelo crime de especulação, desde o início do ano, só na cidade de Lisboa.

A contabilidade já inclui os dois motoristas que foram detidos, na terça-feira, durante uma operação que a Polícia realizou na zona do Aeroporto da Portela.
Entre as 17h00 e a 01h00 da madrugada, a PSP fiscalizou 126 veículos de aluguer para transporte de passageiros, a maior parte deles táxis tradicionais.
Ao todo, foram passadas 12 multas, apreendidos quatro veículos e detidos dois motoristas, ambos por terem cobrado quantias superiores ao que era devido.

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