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Tuesday, 21 January 2014

Intolerância, racismo e discriminação aumentaram em 2013 na UE, denuncia ON

A intolerância e as violações dos direitos humanos aumentaram na União Europeia em 2013, sobretudo o racismo e a discriminação, um "problema grave" que os líderes europeus admitem mas continuam a não enfrentar, segundo a Human Rights Watch.

No seu relatório anual, apresentado hoje em Berlim, a organização de defesa dos direitos humanos identifica como principais alvos da intolerância na Europa os ciganos, imigrantes e candidatos a asilo.
Sob a frase "UE: Muita conversa sobre direitos, poucos resultados", a ONG critica num comunicado a incapacidade para ações conjuntas dos 28 perante tragédias como a morte de centenas de imigrantes ilegais junto das costas italianas.
"A prioridade deve ser salvar vidas e, depois, manter a fortaleza europeia", disse Kenneth Ross, diretor executivo da ONG, numa conferência de imprensa hoje na capital alemã.
O relatório critica igualmente a UE pela incapacidade em travar as políticas seguidas na Hungria para "minar o Estado de Direito e os direitos humanos", assim como "as abusivas expulsões" de ciganos em França.
Segundo o documento, ciganos, imigrantes e refugiados são especialmente "marginalizados" na Europa, mas os muçulmanos também são discriminados em muitas áreas, enfrentando por vezes problemas em exercer a liberdade de culto.
"O racismo e a homofobia continuam a ser problemas graves na UE, tendo dado origem a apelos do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa para um esforço maior de combate às formas mais extremas de intolerância", lê-se no documento.
A HRW reconhece os esforços das autoridades europeias para fixar regras comuns de asilo, mas sublinha que os refugiados continuam a deparar-se com legislação protecionista em muitos países da UE, uma realidade particularmente evidente no caso dos refugiados sírios.
"O respeito pelos direitos humanos mede-se em factos, não em palavras", afirmou a investigadora sénior para a Europa e Ásia Central da HRW Judith Sunderland. "Pessoas vulgares, dos sem-abrigo na Hungria aos adolescentes negros e árabes constantemente parados pela polícia em França, passando pelos candidatos a asilo sírios na Grécia, estão a pagar o preço da falta de uma aplicação robusta dos direitos", acrescentou.
"Apesar do compromisso de pôr os direitos humanos 'no coração' da sua política externa, a UE parece não ter qualquer política que garanta avanços em países com uma repressão sistemática dos direitos, assumindo por vezes abordagens inconsistentes em relação a países de todo o mundo e não sendo capaz de adotar uma mensagem comum para parceiros estratégicos como a Rússia e a China", afirma.
Diário Digital com Lusa

Ucrânia: Manifestantes constroem catapulta para atirar molotovs à polícia

Ucrânia: Manifestantes constroem catapulta para atirar molotovs à políciaCerca de duas mil pessoas juntaram-se na Praça Europa na capital, perto da barreira que separa o público da polícia de choque.

Após algumas horas de tensões, os conflitos foram retomados, com os manifestantes a atirarem objectos e a polícia a utilizar ocasionalmente balas de borracha.
«Esta catapulta assusta-os [os polícias]», afirmou um manifestante à imprensa. «Eles tentam assustar-nos com granadas de atordoamento, e nós assustamo-los desta maneira. Não temos nenhuma outra opção».

O Governo português manifestou hoje a sua «preocupação» com os recentes acontecimentos na Ucrânia e criticou em particular «as alterações legislativas» decididas pelas autoridades de Kiev.

«O Governo português manifesta a sua preocupação com os recentes acontecimentos na Ucrânia e, em particular, com as alterações legislativas que impõem restrições aos direitos de associação e liberdade de expressão, que condenam o direito de dissidência e são contrárias às obrigações internacionais do país», refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O ministério afirma no comunicado que o executivo «condena vivamente todos os atos de violência e apela a um diálogo inclusivo entre todas as partes, que conduza a uma solução democrática para a atual crise política, no respeito pelos direitos da população da Ucrânia a manifestar-se pacificamente».
Diário Digital / Lusa

Sunday, 19 January 2014

Milhares de franceses opositores ao aborto protestam em Paris


Milhares de opositores ao aborto, galvanizados pelo "exemplo" espanhol, participaram num desfile em Paris para protestar contra um projeto-lei que, segundo eles, "banaliza totalmente" a interrupção voluntária da gravidez em França. 

Sob lemas como "sim à vida" ou "viva a Espanha", muitos manifestantes usavam as cores vermelho e dourado de Espanha, onde o Governo de direita pretende abolir o direito ao aborto, cuja lei foi aprovada em 2010, exceto em casos muito específicos, relatou a agência de notícias francesa (AFP).
De acordo com os organizadores da "Marcha pela Vida", Espanha é "um exemplo" que deve ser seguido, isto, quando o diploma sobre o aborto será debatido no Parlamento francês na segunda-feira. 
A porta-voz da organização, Cécile Edel, apelidou o projeto-lei como "uma banalização total do aborto e uma negação do direito à vida, consagrado no Código Civil". 
Desde 2005 que é organizada a "Marcha pela Vida" na capital francesa, marcando o aniversário da lei que legalizou o aborto em França em 1975. No ano passado, à iniciativa juntou-se uma grande manifestação contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 
Os manifestantes convergem de todas as províncias francesas para Paris para participar nesta iniciativa. 
Em resposta, a poucos quilómetros da "Marcha pela Vida", um grupo composto por entre 200 a 300 pessoas, na sua maioria mulheres, negam que a França se queira tornar na Espanha, considerando que o direito ao aborto é inatacável.
Mais de 220 mil abortos são realizados todos os anos em França, onde tal prática é legal desde 1975 e totalmente reembolsada pelo Estado desde janeiro do ano passado. 
Lusa

Papa Francisco pede fim dos 'mercadores de carne humana'


O papa Francisco apelou hoje, durante a oração dominical do Angelus, para o fim dos "mercadores de carne humana" que escravizam imigrantes e refugiados, numa alusão ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado.

O papa agradeceu "a todos os que trabalham com os imigrantes, que os acolhem e os acompanham nos momentos de dificuldade, para defendê-los daqueles a quem o beato Scalabrini chamou de mercadores de carne humana", dedicando-lhes uma oração na praça de São Pedro.
"Neste momento pensamos em tantos refugiados, no seu sofrimento, na sua vida, sem trabalho e sem documentos", disse Francisco, citado pela agência EFE, apelando para que se valorizem " as suas culturas de origem" e para "viverem em paz nos países que acolhem".
O papa tem previsto para a tarde de hoje uma visita à paróquia romana do Sagrado Coração de Jesus, onde se encontrará com alguns imigrantes e refugiados na capital italiana.
Durante a reflexão habitual, Francisco recordou o encontro entre Jesus e João Baptista, no rio Jordão, falando das implicações inerentes ao facto de se seguir Jesus.
"O que significa para a Igreja, para nós, hoje, sermos discípulos de Jesus, o Cordeiro de Deus? Significa colocar o amor à frente da força, a humildade à frente da soberba, o serviço à frente do prestígio. É um bom trabalho e nós cristãos devemos fazer isto", disse.

Falta de farinha de trigo gera solidariedade entre padeiros portugueses na Venezuela


A queda nos 'stocks' de farinha na Venezuela está a gerar solidariedade entre os padeiros portugueses, que desde Dezembro último não recebem matéria-prima para fabricar o pão que comercializam diariamente nas padarias.
"Temos que nos ajudar uns aos outros. Mesmo com pouca farinha, esta manhã emprestei dois sacos para outra padaria, enquanto esperamos que nos abasteçam. Há alguns meses aconteceu que também não tinha e emprestaram-me", disse um padeiro português à agência Lusa.
Encarregado de uma padaria no município caraquenho de Libertador, José Martins explicou que perante esta situação optou por reduzir a produção de pão, oferecer menos variedade de pães aos clientes.
No entanto, o comerciante acrescentou que também faltam outras matérias-primas, como a margarina, açúcar e até fermento para os doces e pastéis que os clientes procuram.
Vários comerciantes portugueses explicaram à agência Lusa que algumas padarias optaram por racionar a quantidade de pães que cada cliente pode comprar, e muitos reduziram para metade o número de vezes que coziam pão ao longo do dia.
Algumas padarias de Caracas, como Peribeca, em Las Adjuntas (oeste) optaram por entregar senhas aos clientes, que chegam a esperar mais de duas horas para poder comprar pão.
Outras, como a Mansión del Pan, La Scala, registam quedas de 50 por cento nas vendas.
Segundo Juan Crespo, presidente da Federação Nacional de Trabalhadores da Indústria da Farinha, a descida dos 'stocks' deve-se a atrasos, por parte do Governo, na atribuição de divisas para a importação de trigo, e à obtenção de peças para a reparação de moinhos.
Lusa/SOL

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