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Monday, 8 July 2013

Cantor brasileiro é assassinado durante concerto

Cantor brasileiro é assassinado durante concerto

O cantor Daniel Pellegrine foi baleado mortalmente durante um concerto em Campinas. Vídeo de fã pode ajudar a investigação.
Liliana Coelho
Última atualização há 1 minutos
O cantor de funk Daniel Pellegrine, foi assassinado no sábado durante um concerto em Campinas, no interior de São Paulo.
Dez minutos depois de subir ao palco, o jovem cantor, de 20 anos, conhecido como MC Daleste, levou um tiro no abdómen enquanto estava a falar com o público. Já antes tinha havido outro disparo, mas não acertou em ninguém.Segundo o jornal "Folha de São Paulo", Daniel Pellegrine foi ainda levado para o hospital, onde foi entubado e encaminhado para a sala de cirurgias, mas acabou por não resistir.
A Polícia Militar diz que já foi aberta uma investigação para apurar os contornos do crime, sendo que até agora nenhum suspeito foi detido. Um vídeo filmado por um fã registou o momento do crime e pode ajudar na investigação.
De acordo com a mesma fonte, desconhecem-se as causas do crime, que terá sido encomendado, mas já são levantadas várias hipóteses, como discórdias em anteriores concertos na cidade ou ciúmes de mulher.   
Na conta do Twitter do cantor, pode ler-se a seguinte mensagem, escrita pelo cunhado e produtor Marcelo de Souza: "Ele está junto a Deus e a mãe dele. Estamos resolvendo tudo aqui. Ele era um menino novo que não tinha briga com ninguém. Não tem explicação."
"Tem várias versões para o crime. Tem gente que diz que era por causa de mulher, outros que dizem que o alvo era outra pessoa que estava no palco e até quem fale que foi a polícia", acrescentou.


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Andy Murray vence Wimbledon

Andy Murray vence Wimbledon

Tenista natural da Escócia bateu o sérvio Novak Djokovic na final de Wimbledon e tornou-se o primeiro britânico a ganhar o histórico Grand Slam da relva desde 1936.
Mariana Cabral
 
Wimbledon rejubilou esta tarde com a vitória do escocês Andy Murray na final do Grand Slam inglês perante o sérvio Novak Djokovic, número um mundial, por 6-4, 7-5 e 6-4.
Andy Murray tornou-se assim, aos 26 anos, o primeiro britânico a vencer na relva do All England Club - local onde festejou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 - desde Fred Perry, em 1936.
77 anos depois, as bancadas puderam voltar a festejar uma vitória 'da casa', quando Murray conseguiu anular diversas vantagens de Djokovic em momentos decisivos do jogo, que durou mais de três horas.
Num court central a entoar "Andy, Andy", o número dois mundial festejou um título conquistado ao quarto match point.
Esta foi a segunda vitória de Murray, número dois do mundo, num Grand Slam, depois do Open dos EUA, em 2012.


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Portugal negoceia nova linha de crédito

Portugal negoceia nova linha de crédito

Já em junho o Expresso noticiara os contactos "muito preliminares" entre Lisboa e Bruxelas. Mas o diálogo foi acelerado pela evolução negativa dos juros e também pela crise política da semana passada.
Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas
Última atualização há 1 minutos
Portugal e Irlanda já estão a negociar com a zona euro as modalidades de acesso aos programas "preventivos" do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), para que possam garantir igualmente o apoio do Banco Central Europeu (BCE) no processo de transição de ambos os países para os mercados. Certo é que terá que ser subscrito um novo Memorando de Entendimento e que, de alguma forma, o FMI vai continuar por Portugal.
A existência desses contactos foi avançada pelo Expresso na edição de 22 de junho. Na altura, uma fonte europeia ressalvava que os mesmos se encontram ainda numa fase "muito preliminar".
Hoje, é o diário espanhol "El País" que cita duas "altas fontes comunitárias" que garantem a existência de conversações entre Bruxelas e Lisboa para preparar uma "linha de crédito cautelar" do Mecanismo Europeu de Estabilidade: "Um resgate suave que funcione como dique de contenção, como medida preventiva para garantir que a saída do programa, em maio de 2014, não seja um calvário".
A urgência de acelerar este processo foi desencadeada pela evolução negativa registada em junho pelos juros dos países periféricos no mercado secundário. E o "El País" associa o intensificar dos contactos para o programa cautelar com a inesperada crise política que entretanto se instalou em Lisboa: "É um indicador de que a Comissão Europeia vai ajudar o Executivo de Passos Coelho na sua tentativa de diminuir a inquietação que existe entre os parceiros europeus e nos mercados, que voltam a colocar-se perguntas".
Até ao momento, publicamente, apenas Olli Rehn assumiu que já se está "a analisar que outro tipo de arranjos, por exemplo de ordem cautelar", podem ser "necessários" para garantir que a saída dos dois países dos respetivos programas de ajustamento seja "uma história de sucesso".
Em causa está a ativação da chamada "assistência financeira a título cautelar" de que o MEE dispõe no seu arsenal, além do "programa de ajustamento macroeconómico" que Lisboa e Dublin estão atualmente a implementar. Esta assistência financeira mais flexível tem a duração inicial de um ano e pode assumir a forma de empréstimo ou de intervenção do MEE no mercado primário ou secundário da dívida.
Por outro lado, as regras definidas pelo BCE para ativar o seu programa de compra de dívida de um país no mercado secundário (conhecido pela sigla inglesas OMT), especificam como "condição necessária" que o Estado beneficiário recorra previamente à assistência "cautelar" do MEE e que esta inclua a possibilidade de o fundo de resgate do euro intervir no mercado primário. E que a mesma imponha uma condicionalidade "rigorosa e eficaz".
Ainda antes de poder aceder à OMT, o BCE exige ainda que o país já se esteja a financiar nos mercados, o que é verificado através da concretização de pelo menos duas emissões de dívida a dez anos. Até ao momento Portugal efetuou apenas uma operação desta natureza.
Seja qual for a forma que acabe por assumir, o recurso ao apoio "cautelar" do MEE obrigará Portugal e a Irlanda a assinar um novo Memorando de Entendimento com a Comissão Europeia, que estipulará as respetivas condições. E tanto o Tratado que cria o MEE, como as "características técnicas" da OMT do BCE estipulam que o FMI deve continuar envolvido nestes processos. O primeiro refere que qualquer forma de apoio financeiro deve ser negociada "sempre que possível, em conjunto com o FMI", enquanto o segundo estabelece que "o envolvimento do FMI deve também ser procurado", tanto para o desenho da condicionalidade, como para a sua monitorização.


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Sunday, 7 July 2013

Vaticano pode ter facilitado lavagem de dinheiro

Vaticano pode ter facilitado lavagem de dinheiro
6 de Julho, 2013
Investigadores italianos disseram hoje que o banco do Vaticano operava de forma a facilitar a lavagem de dinheiro, de acordo com documentos citados por dois jornais italianos, na sequência de uma investigação de três anos. O banco, oficialmente conhecido como Instituto para Obras Religiosas (IOR em italiano), não efectuou controlo suficiente sobre os seus clientes e os titulares de contas eram autorizados a transferir grandes somas de dinheiro para contas de outras pessoas.
"Há um elevado risco de que a forma como opera o IOR, sem especificar os seus clientes reais, possa ser usada como uma tela para esconder operações ilegais", escrevem os procuradores do Ministério Público, num documento citado pelo Corriere della Sera.
Os responsáveis culparam também os bancos italianos por aceitarem transferências do IOR sem investigar a origem do dinheiro, que é depois transferido para outros bancos.
"O IOR pode facilmente tornar-se num canal para a lavagem de dinheiro com uma origem criminosa", afirmaram os responsáveis, contrariando também as declarações do IOR de que os seus titulares de contas são todos congregações religiosas ou elementos do clero.
"Há também particulares que podem depositar dinheiro e abrir contas pela relação especial que têm com a Santa Sé", afirmaram.
A investigação está centrada na transferência de 23 milhões de euros efectuada a partir do banco do Vaticano para o Credito Artigiano em Setembro de 2010, dos quais três milhões de euros seguiram depois para a Banca del Fucino e 20 milhões de euros para o JP Morgan Frankfurt.
A transferência foi assinada pelo então director-geral Paolo Cipriani e o seu adjunto Massimo Tulli, que renunciaram na semana passada.
Na final de Junho, o papa, de 76 anos, criou uma comissão especial de cinco membros, cuja missão é investigar o banco e transmitir as informações directa e pessoalmente ao líder da Igreja católica.
O primeiro relatório da comissão deverá estar pronto em Outubro e poderá levar a maiores reformas no banco.
O IOR não empresta dinheiro, mas gere fundos para os departamentos do Vaticano, obras católicas e congregações, bem como de padres e freiras que vivem e trabalham em todo o mundo.
O banco gere fundos no montante de cerca de sete mil milhões de euros.
Em Maio, Rene Bruelhart, director da Autoridade Financeira do Vaticano, afirmou terem sido comunicados seis relatórios de actividades financeiras suspeitas no Vaticano, no ano passado, e três pedidos de informação de autoridades estrangeiras.
Lusa/
6 Comentários
ABA
07.07.2013 - 00:30
 
ABA
06.07.2013 - 17:15
 
Bandarra
06.07.2013 - 15:48
 
pontaesquerda
06.07.2013 - 14:43
.
DEIXALA
06.07.2013 - 13:39
 
tratorderasto
06.07.2013 - 12:54
.
 


Burla: Médicos recebiam 1 a 4 euros por medicament

Burla: Médicos recebiam 1 a 4 euros por medicamento
7 de Julho, 2013por Joaquim Gomes
Acusação do processo ‘Remédio Santo’ diz que os clínicos que alinharam no esquema lucraram dezenas de milhares de euros. 18 arguidos lesaram o Estado em 4 milhões, mas ainda estão em investigação burlas que ascendem a 150 milhões. Os seis médicos arguidos no processo de burlas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), conhecido como ‘Remédio Santo’, recebiam entre um e quatro euros por cada medicamento que receitavam. Segundo a acusação agora deduzida pelo Departamento Central de Investigação e Acção_Penal (DCIAP), a que o SOL teve acesso, aqueles clínicos terão lucrado dezenas de milhares de euros nos últimos anos.

O Estado foi lesado em mais de quatro milhões de euros só neste primeiro caso da operação ‘Remédio Santo’, realizada pela Polícia Judiciária a 25 de Junho e a 18 de Dezembro do ano passado, após o alerta da Unidade de Informação de Exploração do Centro de Conferência de Facturas do Ministério da Saúde, instalada na Maia. Mas há mais cerca de 30 processos ainda em investigação, em que estão em causa burlas e prejuízos para o Estado estimados em mais de 150 milhões de euros.

Neste primeiro processo agora concluído, foram acusados 18 arguidos, estando dois em prisão preventiva e sete em casa, com pulseira electrónica.

Os arguidos

Entre os arguidos seis são médicos: Luiz Basile (brasileiro, preso preventivamente), Cláudia Basile (Matosinhos), Márcia Peres (Cabeceiras de Basto), Rui Frade (Ourém), Carlos Carvalho (Castelo Branco) e Emanuel Reis Manuel (Faro). Há ainda dois farmacêuticos, Daniel Ramos (Maia) e Sérgio Sá (Castelo Branco), e sete delegados de informação médica: Rui Peixoto (de Vila do Conde, preso prevetivamente), Cassilda Dias (Guimarães), Fernando Teixeira (Vila Real), Pedro Silva (Gaia), António Caçador (Vila Real), João Carlos Alexandre (Pombal) e Tiago Dias (Figueiró dos Vinhos). A lista de arguidos termina com uma esteticista, Ana Cristina Gomes (ex-delegada de informação médica), o empresário brasileiro Marcelo Lopes (Cabeceiras de Basto) e o comerciante de pão Carlos Anjos (Guimarães). Estes dois últimos não têm ligações directas ao sector, mas estão envolvidos no caso por serem casados com uma médica e uma delegada.

Os primeiros 16 arguidos são acusados de crimes de associação criminosa, falsificação de documentos e burla qualificada. O Ministério Público pede que sejam igualmente condenados a indemnizar o Estado em quatro milhões de euros – o valor que documentalmente se apurou para os prejuízos causados.

O esquema, que durava pelo menos desde 2009, consistia, numa primeira fase, na obtenção de receitas passadas em nome de utentes do SNS e com prescrição de medicamentos que têm as mais elevadas comparticipações do Estado: entre os 69% e os 100%. Os remédios eram escolhidos consoante o laboratório que os produz e a empresa que os comercializa.

Medicamentos revendidos para a Alemanha e Angola

Na posse das receitas, passadas pelos médicos que alinharam no esquema, os arguidos compravam os medicamentos em várias farmácias, onde apenas era paga, no acto da compra dos medicamentos, a parte do preço que cabe ao utente. Mais tarde, o SNS pagava à farmácia o valor correspondente à comparticipação. A segunda fase do esquema consistia na revenda dos medicamentos – o que era feito nas próprias farmácias onde antes tinham sido comprados, noutras farmácias ou então no mercado internacional, principalmente na Alemanha ou em Angola. No fim, os lucros eram distribuídos entre os elementos de cada grupo, de acordo com o seu grau de importância na organização ou a actividade desenvolvida por cada um.

O arguido Rui Peixoto – 55 anos, supervisor de indústria farmacêutica e que era à data dos factos chefe regional de vendas da Medibial (grupo Bial) – é apontado como o líder do chamado ‘grupo do Norte’. Está preso preventivamente em Lisboa.

As contrapartidas para os médicos (o grupo do Norte tinha quatro médicos ‘privativos’) iam sendo negociadas à medida que eram recrutados. Habitualmente, iam desde um a quatro euros por medicamento prescrito. No caso do clínico geral Carlos Carvalho, por exemplo, lucrou um valor mensal que oscilava entre mil e dois mil euros. Já a médica Márcia Peres conseguia geralmente arrecadar cerca de 200 euros por cada lote de receitas. Outro médico, Luiz Basile, receberia em média 17,5% do valor da comparticipação do SNS dos medicamentos que prescrevia. Já Emanuel Reis Manuel receberia cerca de 10% do valor total dos medicamentos que receitava, sendo que este último – clínico no Farense – terá recebido transferências bancárias no total de 60 mil euros por parte do delegado de informação médica João Carlos Alexandre, estabelecido na região Centro. Este terá estendido a sua actuação, com médicos e farmacêuticos, às regiões da Grande Lisboa e do Algarve.

A acusação refere que, em 2009, tal como Rui Peixoto liderava o ‘grupo do Norte’, o delegado de informação médica João Carlos Alexandre era o líder do chamado ‘grupo Centro/Sul’ – mas inicialmente não sabiam das actividades um do outro.

Meio milhão só numa farmácia

No ‘grupo do Norte’ era preponderante o papel do farmacêutico Daniel Ramos, de 44 anos, com duas licenciaturas e um MBA em gestão na área farmacêutica. Segundo a acusação, Daniel Ramos passou a vender grande parte dos medicamentos obtidos com receitas forjadas nas suas duas farmácias – a Herculano, no Porto, e a Vitis, em Vila Nova de Gaia – e num armazém, em Gondomar.

Só com a Vitis, Daniel Ramos terá obtido meio milhão de euros. «A sua integração no grupo foi tal que, a dado momento, passou a sugerir a Rui Peixoto que medicamentos poderia escoar através das suas empresas e respectivas quantidades, e a prescrição de receitas médicas que pretendia», diz o DCIAP.

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