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Saturday, 15 June 2013

Não temos Ministério da Educação, mas uma delegação das Finanças

Não temos Ministério da Educação, mas uma delegação das Finanças"

O secretário-geral da Fenprof afirmou que a luta dos professores é "difícil", mas "exemplar" e apelou à adesão à greve do próximo dia 17 de junho.
Liliana Coelho
Última atualização há 10 minutos
'Não temos Ministério da Educação, mas uma delegação das Finanças' José Sena Goulão/Lusa
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, acusou hoje o ministro da Educação de ser "arrogante" e "politicamente desonesto" ao anunciar que os exames nacionais marcados para segunda-feira serão realizados, apesar da greve de professores.
"O ministro é arrogante e politicamente desonesto. Ainda ontem fez um filme de ficção ao dizer o que não era verdade. Fez reuniões diferentes com os sindicatos e não disse o que tinha acontecido, mas o que queria que acontecesse", afirmou Mário Nogueira no discurso no final da manifestação de professores, que começou na Avenida da Liberdade e terminou na Praça dos Restauradores, reunindo milhares de docentes.
Segundo o líder da Fenprof, a convocação de professores para substituir os colegas em greve pode constituir uma "grave" violação do direito à greve e só mostra a "incompetência" do Ministério da Educação.
"Não temos um Ministério da Educação, temos uma delegação do Ministério das Finanças", acusou Mário Nogueira, apontando ainda para o aumento do desemprego. 

Professores estão unidos


O sindicalista sublinhou que a luta dos professores é pela qualidade do ensino e da escola pública, pelo futuro dos alunos e contra a "hipocrisia" deste Governo.
"Ao contrário do que dizem, nós professores estamos unidos contra a política que este Governo leva contra a Educação. É uma luta difícil, mas exemplar pela qualidade do ensino e pela dignidade docente", disse Mário Nogueira.
O secretário-geral da Fenprof defendeu ainda que a luta dos professores já teve o seu primeiro resultado ao obrigar o Ministro da Educação a voltar à mesa das negociações, mas que é necessário continuar.
"É preciso que a luta continue forte e que todos os professores façam greve na segunda-feira. Só assim poderão ceder naquilo que até agora o Governo se tem mostrado inflexível", disse Mário Nogueira, acrescentando que os professores não podem também faltar à greve geral do próximo dia 27 de junho.


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Rui Costa vence etapa da Volta à Suíça

Rui Costa vence etapa da Volta à Suíça

Ciclista português conquistou hoje a 7ª etapa da Volta à Suíça, após um sprint final impressionante.
Rui Costa em grande na Suíça EPA Rui Costa em grande na Suíça
Rui Costa sagrou-se hoje vencedor da etapa rainha da Volta à Suíça, entre Meilen e La Punt, ao bater no sprint final dos 206 km os rivais Bauke Mollema (Blanco) e Tejay van Garderen (BMC Racing).
Com esta vitória na 7ª etapa da prova, o ciclista português subiu ao 2.º lugar da geral, a 13 segundos do líder Mathias Frank (BMC), que tem o tempo de 25:42:36 horas. Mais atrás segue Roman Kreuziger, a 23 segundos do topo.
Faltam duas etapas para o final da Volta à Suíça, prova que foi conquistada no ano passado precisamente por Rui Costa.


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Mais de 50 feridos em 'manifs' contra aumento do preço dos transportes no Brasil

Mais de 50 feridos em 'manifs' contra aumento do preço dos transportes no Brasil

Manifestantes voltaram hoje a enfrentar a polícia no quarto dia de protestos, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A noite passada foi de violência e pânico na maior cidade do Brasil.
Maria Luiza Rolim
Milhares de brasileiros, sobretudo estudantes, têm participado nos protestos contra o aumento nos preços dos transportes
Milhares de brasileiros, sobretudo estudantes, têm participado nos protestos contra o aumento nos preços dos transportes
Getty Images
A Amnistia Internacional já condenou a "violência da polícia" em São Paulo Getty Images A Amnistia Internacional já condenou a "violência da polícia" em São Paulo
Os confrontos com a polícia estão a marcar hoje o quarto dia de protesto contra o aumento do preço dos bilhetes dos transportes públicos no Rio de Janeiro e em São Paulo, que a noite passada estiveram submersas no caos. Nas duas cidades brasileiras, ontem, mais de 200 pessoas foram detidas e dezenas ficaram feridas.
Só em São Paulo, de acordo com a Polícia Militar (PM), pelo menos 5000 pessoas participaram ontem no protesto, que segundo os organizadores da manifestação terá levado pelo menos 20.000 pessoas às ruas.

Jornalistas atingidos pela carga policial


O cenário foi de guerra em São Paulo, a maior cidade do Brasil. A tropa de choque da PM utilizou balas de borracha e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, atingindo também peões que nada tinham a ver com a ação. Pelo menos 55 pessoas ficaram feridas.
Alguns participantes na marcha, inicialmente pacífica, responderam à carga policial com pedradas e ergueram barricadas com objetos queimados. Alguns autocarros foram também incendiados. Por duas vezes, a Avenida Paulista foi interditada à circulação automóvel.
Sete jornalistas do jornal "Folha de São Paulo" ficaram feridos durante a cobertura dos protestos na capital paulista e apontaram o dedo à "violência policial". Entre os feridos estão os repórteres Giuliana Vallon e Fábio Braga, que foram alvejados com balas de borracha no rosto. Um operador de câmara foi atingido com spray de pimenta, também por um polícia.
Dos 235 manifestantes detidos na noite passada em São Paulo, 231 foram já libertados. No Rio de Janeiro, foram presos outros 18.
A Amnistia Internacional já se mostrou preocupada com a "violência da polícia" para reprimir os protestos.
No Rio de Janeiro, um membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, que acompanhou a manifestação, esteve na esquadra para verificar se os detidos estavam a ser tratados com dignidade.  

Ministra considera manifestações legítimas


A ministra das Relações Institucionais já condenou hoje a onda de violência em São Paulo e defendeu que "as manifestações são legítimas". Segundo o "Jornal do Brasil", Ideli Salvatti pediu aos estados e municípios para reduzirem os impostos que incidem sobre o custo dos transportes.
Também o prefeito de São Paulo disse hoje que a violência "não ficou bem para a polícia". Fernando Haddad afirmou que as cenas de violência por parte da Polícia Militar foram "lamentáveis e não condizem com São Paulo", adiantando que a Secretaria de Estado da Segurança Pública vai investigar supostos abusos por parte dos polícias que terão deixado de "observar os protocolos" durante o protesto.
Mas tanto o prefeito da cidade de São Paulo como o governador do Estado, Geraldo Alckin, afastaram a hipótese de reduzir os preços dos bilhetes dos transportes ou de adiar o aumento para daqui a 45 dias, proposta feira pelo Ministério Público como tentativa para cessar as manifestações.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as manifestações contra os reajustes dos preços dos transportes têm "ar político" e não parecem "espontâneas da população".
As novas tarifas de autocarros, metro e comboios entraram em vigor  no passado dia 1.
As manifestações no Rio e em São Paulo foram convocadas pelas redes sociais


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Thursday, 13 June 2013

Trabalhadores da RTP e Lusa Solidarios com Colegas Gregos

Não queremos para nós uma RTP encerrada. Somos todos gregos (...), porque temos os olhos postos na sua luta e nos ensinamentos que dela se devem extrair", diz a CT do canal público português.
Paulo Luís de Castro, com Lusa
Trabalhadores da ERT passaram a noite no interior das instalações, numa reação imediata ao anúncio da extinção da empresa pública de TV e rádio Simela Pantzartzi/EPA Trabalhadores da ERT passaram a noite no interior das instalações, numa reação imediata ao anúncio da extinção da empresa pública de TV e rádio
As comissões de trabalhadores da RTP e da Agência Lusa solidarizaram-se hoje com os trabalhadores da ERT estação pública de televisão e rádio grega, cuja emissão foi cancelada às 23h de ontem (21h em Lisboa), seguindo uma decisão drástica do Governo anunciada poucas horas antes.
Numa decisão tomada pelo Governo grego por pressão dos elementos da troika, presentes em Atenas para apreciarem a evolução do programa de apoio financeiro ao país, a emissão televisiva do canal público foi cortada de repente e os ecrãs ficaram negros, na sequência da desativação do emissor principal, situado numa montanha nos arredores da capital. A operação foi desencadeada pela polícia, segundo revelou uma fonte sindical da ERT.
Em causa estarão cerca de 2700 postos de trabalho. A intenção do Governo grego é extinguir a ERT e criar uma nova empresa de TV e rádio públicas mas de menor dimensão. O sinal de TV foi cortado mas as emissões da ERT continuam via internet.
Para a comissão de trabalhadores da RTP, o encerramento do canal deixa a Grécia como único membro da União Europeia sem serviço público de informação e permite calar uma estação que "apenas fora silenciada, temporariamente, durante a ocupação nazi".  
Classificando a medida como um "golpe de mão", a comissão diz que os argumentos utilizados para a decisão - o custo de operação - são "bem conhecido(s) em Portugal". O órgão representativo dos trabalhadores da RTP destaca ainda a solidariedade dos trabalhadores das outras estações do país, privadas, que anunciaram uma greve de seis horas, ao mesmo tempo que os funcionários da estação pública permanecem no local "com o propósito declarado de continuarem a emitir".   
"Não queremos para nós uma RTP encerrada. Somos todos gregos, porque nos solidarizamos com os nossos colegas da ERT e porque temos os olhos postos na sua luta e nos ensinamentos que dela se devem extrair", garantem ainda os trabalhadores da RTP.  
Também a comissão de trabalhadores da Agência Lusa manifestou "total solidariedade" aos funcionários da televisão e rádio públicas gregas.
"A Comissão de Trabalhadores da Lusa lamenta que a austeridade seja aplicada desta forma contra organismos vitais para a democracia de qualquer país, como é o caso da estação de televisão do Estado grego, pois a manutenção do serviço público de notícias garante não só a pluralidade e a difusão dos acontecimentos de interesse coletivo, mas também o acompanhamento do quotidiano das populações nas mais variadas geografias, salvaguardando desta forma o direito da sociedade em estar informada".
Entretanto, a União Europeia de Rádio e Televisão (UER) solicitou hoje ao Governo grego que anulasse a decisão de encerrar a ERT. O presidente da UER, Jean-Paul Philippot, e a sua diretora-geral, Ingrid Deltenre, escreveram ao primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, solicitando-lhe "que use todos os seus poderes para anular imediatamente esta decisão", indica a UER em comunicado.
No seu texto, a UER sustenta que "a existência de serviço público e a sua independência a respeito do Governo estão no coração das sociedades democráticas"". 
Apesar de integrarem o Governo, os socialistas do PASOK e o principal partido da oposição, o Syriza, já manifestaram a sua oposição à medida. O líder do Syriza, Alexis Tsipras, considera a decisão governamental um "golpe de Estado".  
Para o presidente do principal sindicato dos assalariados da ERT, Panayotis Kalfayanis, a situação ontem ocorrida "parece mais de um governo de Ceausescu do que de uma democracia". 
 


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Messi nega fraude fiscal em Espanha

Numa curta declaração no seu Facebook, escrita em espanhol e em inglês, o melhor jogador do mundo diz-se "surpreso" com a acusação de fraude superior a quatro milhões de euros. 
Lusa
Lionel Messi à conversa com o pai, Jorge Messi, no intervalo de um treino do Barcelona Getty Images Lionel Messi à conversa com o pai, Jorge Messi, no intervalo de um treino do Barcelona
O futebolista argentino Lionel Messi negou hoje qualquer infração fiscal, manifestando-se "surpreso" com as acusações de fraude superior a quatro milhões de euros em conluio com o seu pai. 
"Soubemos pelos media das ações iniciadas pela Agência Tributária espanhola. Estamos surpresos, porque nunca cometemos qualquer infração", escreve o melhor futebolista do Mundo numa curta declaração no seu Facebook, em espanhol e inglês.
Messi completa assim o esclarecimento: "Sempre cumprimos com as nossas obrigações tributárias seguindo os conselhos dos nossos assessores fiscais, que se encarregarão de esclarecer a situação".
A procuradoria da região espanhola de Barcelona apresentou uma queixa contra o futebolista do FC Barcelona e o seu pai, Jorge Messi, pelo alegado desvio de mais de quatro milhões de euros à Agência Tributária entre 2007 e 2009. 
Segundo o processo, citado pela imprensa espanhola, a estratégia consistia, alegadamente, em simular ceder os direitos de imagem do avançado argentino a sociedades radicadas em paraísos fiscais (Belize e Uruguai).
Paralelamente, o jogador formalizava contratos de licença, agência ou prestação de serviços com outras empresas com sede em países como o Reino Unido e a Suíça. 
As receitas do futebolista passavam assim destes países europeus para as sociedades com sede nos paraísos fiscais praticamente sem pagar impostos e com "total opacidade" relativamente à Fazenda Pública.


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